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Elemento Terra

Pensamentos • Reflexões • Sentimentos

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02
Jun20

Todos Somos Excelentes Trabalhadores

Gostava que esta publicação servisse como ponto de partida para uma verdadeira análise do que somos e do ambiente que nos rodeia.

 

Vamos lá ver uma coisa: quem é que alguma vez disse ou sentiu verdadeiramente que não era um bom profissional? Poucos de nós, estou certa!

Se formos a reparar bem nas conversas entre colegas de trabalho, dificilmente ouvimos alguém a dizer que não se sente produtivo, que está com problemas de concentração, que se sente desmotivado e que, por tudo isso, não se está a sentir um bom trabalhador. Por outro lado, é muito fácil encontrar conversas onde se critica o Departamento X porque não é sensível ao trabalho que estamos a desenvolver, ou o Departamento Y que demora tanto tempo a responder a um email, ou o Departamento Z porque a maior parte das pessoas são antipáticas e não sabem trabalhar em equipa.

Think Outside The Box.jpg

(imagem encontrada aqui)

Uma coisa que só muito recentemente me apercebi, é que o ego é algo muito perigoso quando colocado nas "mãos" erradas. O que tenho notado é que há muita falta de humildade, de verdadeira humildade. É maior a preocupação em chamar um colega à atenção de forma agressiva do que pensar que, enquanto isso, alguém poderá aperceber-se que só estamos bem a apontar o dedo sem que olhemos para os nossos próprios erros. É maior a preocupação que a nossa palavra seja a última de uma conversa sem que nos apercebamos que, do outro lado, pode estar alguém com uma ideia fantástica e que simplesmente não está a ter lugar para a expressar. É mais fácil empurrar as culpas para aquele membro da equipa que lideramos, fazendo-o sentir-se incompetente, quando a maior culpa é nossa porque não estamos a fazer um bom trabalho enquanto líderes. E é muito fácil, tão fácil, encontrar pessoas revoltadas com os colegas que não respondem prontamente a um email... Ele/a tem assim tanto trabalho que não possa responder a algo tão simples?... A eterna ideia de que o nosso trabalho é o mais complicado de todos, todo o azar veio calhar ao nosso departamento!

TeamWork.jpg

(imagem encontrada aqui)

 

Não há trabalhos perfeitos, não há trabalhos fáceis. Então, por que carga de água não paramos de agir como se só o nosso trabalho fosse complexo? Engraçado, o nosso trabalho é sempre o mais complexo e nós somos sempre os melhores trabalhadores de sempre. Os mais exímios. 

Se fosse mesmo assim, já muitas coisas teriam mudado.

28
Mai20

Mais Uma Publicação Sobre o (Des)Confinamento

Há feitios e personalidades para tudo. Bem se costuma dizer que se fôssemos todos iguais o mundo não tinha piada. E não tinha mesmo!

 

Ainda muito antes de toda a história acerca do COVID e do confinamento ter iniciado eu comentava que gostava de um dia ter a possibilidade de trabalhar a partir de casa. Muitas pessoas me disseram que não é bem o que parece, que passado pouco tempo cansa ou que não é tão saudável uma vez que não se convive com ninguém.

Apesar de reconhecer que por vezes senti a falta do bom companheirismo lá da empresa, o que é certo é que o confinamento foi bem mais simples do que o início do desconfinamento. E as razões são simples:

- Flexibilidade de horário - sou mais produtiva durante a manhã e gosto de sair cedo do trabalho e ainda poder aproveitar o dia. O facto de poder começar a trabalhar mais cedo e terminar também mais cedo são coisas que valorizo. Nesta questão dos horários, temos ainda uma cultura muito rígida (para o que interessa): se por um lado temos que cumprir os horários de entrada, não há grande respeito pela hora de saída. 

Há uns dias escrevi sobre a minha vida profissional e as mudanças que já ocorreram desde que ingressei no mundo do trabalho em 2014. Em algumas das empresas por onde tive oportunidade de passar, sair à hora era estranho. Ninguém queria ser o primeiro a sair... Muitas vezes também eu ficava, mas chegava a um ponto em que tomava consciência que a minha produtividade já era quase nula. Quando me mentalizei que sair a horas era o melhor para mim, chegaram a dizer-me que tinha falta de interesse no meu trabalho e eu apenas respondi que não se tratava de falta de interesse no trabalho, porque o tinha realizado bem durante as 8h contratadas, mas um claro interesse na minha vida pessoal. Há empresas que não compreendem isso...

Felizmente a minha realidade agora é outra. O facto de estar em trabalho remoto, permite-me estar mais focada. Organizo o meu trabalho e não tenho contacto direto com ninguém. No entanto, a minha profissão não me permite trabalhar remotamente a 100% pelo que volta e meia tenho que me deslocar até à empresa e, como estou relaxada, as coisas correm bem.

 

- Ausência de pessoas e de barulhos que me desconcentram: algo que me incomoda é ter que trabalhar com um rádio ou uma playlist. Não gosto... prefiro ter uma janela aberta e ouvir os pássaros ou os carros a passar em vez de estar a ouvir rádio (mesmo que seja a rádio que ouço habitualmente no carro). Quando se divide o gabinete com alguém que gosta de estar a ouvir rádio, é complicado. Se por um lado eu não me concentro com som, há quem não se concentre na ausência dele. E como é que agora se decide quem é que vai ficar concentrado e quem não vai? A resposta podia ser simples: quem prefere ouvir rádio coloca uns auscultadores, mas trata-se de um rádio portátil e não sei se haveria mente aberta para passar a colocar a emissão a dar no PC e colocar uns auscultadores nos ouvidos. 

Estando em casa ouço o que me apetece, ou seja, a vida lá fora. Estou muito mais concentrada e calma e a produtividade aumenta! É maravilhoso.

 

- Autoconhecimento: desde o início de 2019 que estou num processo de autoconhecimento e já muito evolui. Com esta pandemia, fomos todos obrigados a centrarmo-nos em nós próprios e a aceitar as coisas como são. Se antes o dizia, agora digo-o com maior veemência: eu sou uma ótima companhia para mim mesma. Gosto imenso de estar sozinha - se bem que também gosto muito de estar acompanhada pelas pessoas que me acrescentam algo e alimentam a alma! O facto de estar sozinha comigo mesma, com os meus pensamentos, fez-me perceber muito acerca de mim. Os pensamentos, bons ou menos bons, quando surgem, são analisados e tratados da forma que eu considero melhor para que a minha sanidade mental se mantenha; durante a pandemia e durante o tempo em que estive em casa, houve momentos de muito stress relacionados com o trabalho e no final limitei-me a analisar o estado em que fiquei e a dizer para mim mesma que não vale a pena. Porque realmente não vale.

As coisas são como são, as pessoas são como são. Tenho que aceitar e saber lidar com isso. E essa consciência vem do tempo que tenho agora para refletir e da disponibilidade que tenho para ouvir (ouvir verdadeiramente) a pessoa com quem partilho a vida e também ouvir o que eu tenho para me dizer.

 

Por enquanto irei continuar em trabalho remoto e enquanto assim estiver sei que estarei bem. Eventualmente terei que desconfinar a 100%, mas enquanto isso não acontece, aproveito a tranquilidade de estar a trabalhar a partir de casa.

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